Dia Mundial da Luta contra o Cancro: Alimentação e Cancro

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Neste dia, relembramos a luta contra a mais temida das doenças, o Cancro. Neste dia assinala-se o Dia Mundial da Luta contra o Cancro.Sabemos que ainda muito temos a descobrir sobre a origem desta doença, e sabemos que não existe um fator único para o seu aparecimento: fatores externos (como a alimentação, sedentarismo e comportamentos de adição) e internos (genéticos e hormonais) podem condicionar o seu desenvolvimento.

O que é certo e, já o Pai da Medicina, Hipócrates, o dizia, “Somos o que comemos”, faz hoje mais sentido que nunca. Vivemos numa sociedade contaminada por um estilo de vida que não nos defende contra esta doença e somos arrastados para uma alimentação de “plástico”, que não nos assegura saúde.

Analisando os estudos estatísticos atuais e os resultados perspetivados para um futuro próximo, apresentamos uma sociedade maioritariamente doente, e que começa já a atingir as faixas etárias mais jovens. Se pensarmos nestes números, a maior epidemia deste século vem-nos à lembrança. Maioritariamente, começamos por um peso acima do saudável e terminamos com um diagnóstico de Cancro. Sendo estes os maiores fatores de morte prematura, no nosso país.

O excesso de peso/obesidade (doença crónica), que está associada a um estilo de vida e, por consequente, a hábitos alimentares de risco, é amplamente discutida e está na origem de medidas políticas para uma educação alimentar, que permita a profilaxia desta doença. Estão já descritos e cientificamente estudados os distúrbios metabólicos que advêm desta patologia, como a Diabetes Mellitus tipo 2, Dislipidémias, Hipertensão Arterial, entre outros; contudo, neste dia de prevenção, importa referir que uma alimentação de risco, densamente calórica e de baixo teor nutritivo, está na origem do excesso de peso/ obesidade e suas co-morbilidades, também está na origem de mutações genéticas que podem conduzir a neoplasias (carcinomas).

Em Portugal, os Carcinomas, representam o segundo maior fator de mortalidade, em idade prematura.

Há 2500 anos, Hipócrates, acrescentou ainda, “que o vosso alimento seja o vosso primeiro medicamento”. Porém, numa sociedade onde se vive em contra-relógio, assiste-se a uma situação contrária, no que respeita à alimentação. Atualmente procuramos a Alimentação, como substrato energético e, caiu no esquecimento o seu papel nutritivo e preventor. Basta, recordarmos as palavras dos nossos avós, “deves comer espinafres, pois eles te darão força”, “come uma cenoura, que faz os olhos bonitos”, entre outros.

A alimentação acarreta, para além de uma digestão que ocorre ao longo do tubo digestivo, uma digestão celular. Os nutrientes, que se extraem durante a digestão, apresentam uma função na célula. Logo, se o padrão alimentar reunir uma escolha mais saudável de alimentos, isto é, alimentos de elevada densidade nutricional, estamos a controlar o meio envolvente, como fator na génese de carcinomas.

Fatores bioquímicos, como os antioxidantes bem como os fitoquímicos, presentes nos alimentos têm merecido interesse de estudo e desenvolvimento de formas de suplementação, pois participam em processos bioquímicos que permitem reduzir a ação do radical livre sobre a célula, bem como fornecem elementos essenciais ao bom funcionamento da célula, de um determinado órgão-alvo. Vejamos o caso do tomate, poderoso antioxidante, rico em Licopeno, carotenoide, com ação na prevenção da neoplasia da próstata.

Não nos podemos esquecer que o excesso de peso/obesidade, consiste na realidade numa inflamação do tecido gordo, com libertação de fatores de inflamação que alteram o funcionamento das células vizinhas e, que podem levar a neoplasias. Desta forma, ao prevenirmos o ganho de peso e, ao gerirmos o nosso peso, em valores saudáveis, estamos também a prevenir a formação de neoplasias. Para tal, a adoção de um estilo de vida saudável, que envolve a adoção de hábitos alimentares que respeitam quer o valor energético ideal, tendo em conta a atividade física existente, quer a qualidade nutricional das escolhas alimentares, com especial atenção aos alimentos que podem causar intolerâncias alimentares e, procurando realizar uma alimentação rica em fibra estamos a garantir uma defesa celular e uma melhor e maior qualidade de vida no futuro.

Viva Em Forma, procure fazer uma alimentação saudável, conheça as melhores combinações alimentares para o seu caso, adote um estilo de vida saudável, com prática regular de exercício físico e desta forma, mantenha-se jovem e Em Forma (saudável).

Ana Filipa Baião

Nutricionista na Clínica Em Forma. Com trabalho clínico desenvolvido e publicado na área do emagrecimento, doença oncológica, doença celíaca e imunidade.

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