Sal na alimentação: proteja-se do seu inimigo diário

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Já os nossos antepassados (2000 a. C.), usavam o sal como forma de conservar carne, peixe, vegetais e para preparar iguarias como azeitonas salgadas, tornando assim a alimentação mais diversificada. O sal ou sal de cozinha, quimicamente designado por cloreto de sódio, é constituído por dois minerais: o sódio e o cloro. Dois minerais essenciais ao normal e saudável funcionamento do nosso organismo, mas o consumo excessivo, em particular do sódio, acarreta inúmeras consequências para a saúde, por isso é essencial fazer um uso cuidado deste tempero. Em média a população portuguesa consome entre 10 a 12 gramas de sal por dia, mais que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (5 a 6 gramas de sal (cloreto de sódio) por dia).

Deve estar a pensar como é possível consumir tanta quantidade de sal e que provavelmente você ingere a quantidade recomendável. No entanto a maior parte do sal consumido diariamente, não tem origem das refeições cozinhadas em casa, mas sim dos alimentos comprados fora de casa (ex: sopas instantâneas, enchidos, fumados, enlatados, caldos de sabores, molhos pré-preparados, pizzas, lasanhas, determinadas bolachas, cereais de pequeno almoço, rissóis, croquetes, etc.).

A ingestão abusiva de sal proporciona geralmente um aumento da pressão arterial, que se traduz num aumento da prevalência de doenças cardiovasculares, que são a maior causa de morte e incapacidade no mundo. Por outro lado, este consumo abusivo aumenta o risco do aparecimento de determinados tipos de cancro ( ex: estômago); sobrecarrega o funcionamento renal (há um maior esforço feito pelo rim para excretar o excesso de sódio) e ocorre uma maior retenção de líquidos pelo organismo, o que origina aumento de peso e contribui para o aparecimento de celulite.

Os 10 Mandamentos para reduzir o consumo de sal

  1. Atenção aos rótulos, não compre alimentos com valores de cloreto de sódio (NaCl) superiores a 0,6 gramas por 100 gramas de produto
  2. Na compra de um produto, a lista de ingredientes deve ser a primeira a ser analisada, tenha em atenção aos ingredientes como o glutamato monossódico e o bicarbonato de sódio, estes acrescentam quantidades significativas de sódio aos alimentos
  3. Diminua gradualmente a quantidade de sal que adiciona durante a confecção dos alimentos
  4. Não leve o saleiro para a mesa à hora das refeições, assim evita adicionar sal fino aos pratos já cozinhados
  5. Na confecção dos alimentos, substitua o sal usado por ervas aromáticas, especiarias, vinho ou sumo de limão
  6. Deixar a carne e o peixe a marinar, antes de os confeccionar, em vinha de alhos ou com outros temperos, excepto o sal. Deste modo, o sabor e aroma dos temperos adicionados, ficarão mais intensos e o resultado final mais saboroso
  7. Enriqueça os seus cozinhados, adicionando-lhes alimentos coloridos como tomate, cenoura, pimento verde, amarelo, vermelho ou laranja, brócolos, milho, feijão, beringela, couve roxa, beterraba, ananás, laranja, maçãs, etc.
  8. Evite consumir os alimentos como mais teor de sal: produtos de salsicharia, charcutaria, alimentos fumados, sopas instantâneas, caldos concentrados (carne, peixe, etc.), intensificadores de sabores (glutamato monossódico ou bicarbonato de sódio), rissóis, croquetes, panados, alimentos enlatados, molhos (ketchup, maionese, mostarda, etc.), determinados tipos de queijos (os mais curados e amarelos), refeições congeladas prontas a comer (pizzas, lasanhas, bacalhau à Brás, etc.), batatas fritas de pacote e outros aperitivos salgados (amendoins salgados, cajuzinho, etc,), azeitonas e água gaseificada
  9. Evite as carnes mais gordas, vísceras (coração, rim, fígado) e frutos do mar (camarão)
  10. Coma no máximo um alimento com alto teor de sal por dia (citados em cima)

António Soares Neto

Naturopata e especialista em Medicina Quântica na Clínica Em Forma. Com trabalho desenvolvido e publicado nas áreas da imunidade, sistema digestivo e intestinal. Especialista em Medicina Preventiva: Vale mais prevenir, do que remediar.

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