Quando o Umbigo deixa de ser o centro do Mundo…

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Hoje levantei-me e olhei para o espelho. Mais uma vez… Queria, ainda que utopicamente, conseguir dizer “Espelho meu, espelho meu, há alguém mais bela do que eu”. Mas, mais uma vez, não consegui! Não consegui soletrar nem uma palavra, quanto mais uma frase… Olhei para o espelho e esta barriga não me deixa gostar de mim. Não me deixa continuar a minha vida. Pormenores? Estupidez? Caprichos? Talvez sim, talvez não… Para uns é indiferente, compreendo; mas, para mim, é algo impeditivo. Impeditivo, no sentido profundo da palavra. Impede-me de olhar mais vezes ao espelho, impede-me de usar roupas mais justas, impede-me de vestir um biquíni e ir à praia e, sobretudo, impede-me de gostar de mim. Sim, é possível alguém não gostar de si própria por causa de uma barriga. Uma barriga que tem uma história, eu sei; mas essa história está gravada na minha memória e não a quero mais “escrita” e identificada na minha barriga.

Decidi começar a fazer dieta. Legumes, frutas e iogurtes. Sempre achei que era a nutricionista lá de casa (sem sequer ter tirado um curso superior). Mas, como já li tantos planos alimentares diferentes e sobre tantas dietas da moda, achei que poderia saber tudo aquilo que o meu corpo necessita para comer. Errei! Mais uma vez, depois do meu sacrifício, a minha barriga continuava a lembrar-me de que tem mais poder sobre mim do que eu própria, sobre ela.

Pensei num próximo passo. Aquele que eu mais temia mas que, para mim, poderia ser a luz ao fundo do túnel. Comecei a fazer exercício físico. Devagar e com alguma precaução. E, com o passar do tempo, todos os dias e já mais intensivo. Sentia-me feliz por estar a fazer alguma coisa por mim, pelo meu corpo e, essencialmente, pela minha saúde. Contudo, o exercício físico também não foi a solução para o meu problema. Atenção que todos os benefícios que tive com a prática regular de exercício foram e são, sem dúvida, inexplicáveis; no entanto, para a minha gordura localizada, na barriga, não era suficiente. Ela não saía nem por nada.

E então desisti…

Não do exercício; não se uma alimentação melhor e, consequentemente, de uma vida mais saudável. Mas desisti da minha barriga. No fundo, quiçá, estava a desistir de mim, devido à importância que esta barriga tinha no meu físico e no meu psicológico.

Desisti! Senti-me ainda mais fraca, mais triste e mais impaciente com tudo e com todos. Sim, apenas por causa de uma barriga!

E então, um dia, sem motivo aparente (quiçá uma dádiva de Deus, se acreditarmos nisso) descobri um tratamento para gorduras densas localizadas, nas Clínicas Em Forma.

Um tratamento que associa três técnicas diferentes, numa única sessão. É usada a técnica de desintoxicação do organismo; a lipocavitação, a chamada lipoaspiração não invasiva, e uma endermologia pós lipo. E os resultados, diziam-me, eram surpreendentes.

A medo, fui comprovar. A medo, fui a uma consulta de avaliação, onde me indicaram este tratamento, no meu caso. A medo, disse que sim. A medo, comprei o tratamento e fiz, num dia de Sol esplêndido. Hoje em dia, passado algum tempo, sem nenhum medo, posso dizer que foi a solução ideal para a minha barriga. Ela foi reduzindo, ao longo do tempo, assim como todas as histórias que ela continha e todas as energias negativas que eu tinha colocado sobre ela.

Hoje, sem medo, posso dizer que sou feliz! Que gosto de mim e que, sem medo, olho para o espelho e digo “Espelho meu, espelho, não há ninguém mais bela do que eu”.

 

“Marta”

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