É possível “sobreviver” aos doces da Páscoa?

Se nos preocupamos minimamente com a nossa saúde e a nossa qualidade de vida, certamente que a época da Páscoa irá “mexer”connosco e deixar-nos um pouco mais alerta.

Sabemos que esta época é sinónimo de almoços ou jantares em família mas, sobretudo, de comida. E comida que, por vezes, não é a mais saudável ou equilibrada. Além disso, as amêndoas e os ovos da Páscoa, repletos de açúcar e gordura enchem as mesas de Páscoa, assim como os folares, o cabrito e outras coisas mais. Comida em fartura não falta, como se costuma dizer.

Mas há um problema. Como poderá resistir a tudo isto?

Temos de diferenciar duas situações: a perda de peso e a manutenção do peso. São dois caminhos diferentes e é necessário ter em isso em conta.

Na manutenção do peso, onde a sua mente já mudou e já atingiu os seus objetivos e as suas metas; tudo isto se torna mais fácil. Faz a asneira da semana no dia da Páscoa. Se calhar come uma fatia de folar e uma ou duas amêndoas de chocolate e já está satisfeito. Não precisa de comer desalmadamente, como se não houvesse amanhã e, no dia seguinte, a vida voltará ao normal, assim como o seu estilo de vida saudável e equilibrado.

Isto acontece de forma tão simples e tão fácil, porque são os seus novos hábitos, a que a mente já se adaptou.

Agora… Num processo de emagrecimento? O que deve fazer?

Quando alguém está num processo de emagrecimento, estes dias de festa, com alimentos tentadores à volta e a pressão social da família ou amigos, são sempre mais difíceis. A qualquer momento pode deitar tudo a perder.

E o problema não é comer uma fatia de folar ou comer um ovinho da Páscoa. O problema é comer um e depois não conseguir parar de comer mais, tal como fazia há uns tempos atrás. O problema são os sentimentos que vão surgir, com tudo isto. Poderá sentir-se mais triste e desiludido consigo próprio, por pensar que “deitou tudo a perder”. Mas isso não é verdade. E o grande problema são os seus pensamentos, seja nesta altura da Páscoa, seja durante o processo de emagrecimento.

A mente terá de alterar. Se está a emagrecer sem alterar a mente, as coisas podem não ter grande efeito. Mas se emagrecer, alterando a sua mente, poderá ter resultados para o resto da sua vida.

Vamos a exemplos?

Imagine que comeu uma fatia de folar e duas ou três amêndoas (como aquela pessoa que estava na manutenção do peso). O que é que pensa, logo a seguir? E no dia seguinte? A grande diferença é essa mesmo: o seu pensamento. Porque ninguém quer que retire tudo para sempre e que não tenha vida social ou familiar. Nós queremos é que os seus pensamentos se adaptem à realidade. Ora, se cometeu essa asneira, como tanta gente, não poderá ter pensamentos negativos, tais como: “agora que comi isto, também vou comer mais este ovo e mais estas batatas fritas. Estragado por cem, estragado por mil”; ou “não valho nada. Eu sabia que não iria conseguir resistir. Sou um fracasso”; ou ainda “já que deitei tudo a perder, não quero mais saber de fazer dieta. Vou voltar ao antigamente, em que comia o que me apetecia”.

São estes pensamentos que o podem levar a desistir de tudo. São estes pensamentos que comprometem todas as suas tentativas de perda de peso mas, sobretudo a sua saúde.

O que fazer?

Mude a forma como pensa em relação à comida e em relação ao seu processo de emagrecimento. Em vez de pensar tudo aquilo que descrevi anteriormente, pense de outra forma, como: “se eu comer isto agora, amanhã compensarei com mais um bocadinho de caminhada”; ou então “posso comer isto hoje, porque sei que nos outros dias tenho um estilo de vida muito equilibrado e saudável”; ou “não preciso de emagrecer 20kg num mês. Eu quero emagrecer de forma saudável porque, acima de tudo, quero ter saúde e ser feliz e, por isso, comerei esta amêndoa sem sentimentos de culpa, porque eu consigo chegar à meta”.

Mude a sua forma de pensar e, consequentemente, a forma de agir e de sentir também mudarão! Seja feliz, seja saudável e boa Páscoa!

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