Os velhos hábitos… E os novos hábitos para 2016!

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Porque é que pedimos os 12 desejos, juntamente com as 12 passas, no final do ano? Porque é que queremos mudar? Se a palavra mudança nos assusta tanto, se mudarmos de hábitos apavora-nos, porque é que criamos objetivos e novas etapas para um novo ano (neste caso, 2016)?

Primeiro que tudo, importa salientar que a qualidade dos nossos hábitos diários influencia a qualidade da nossa vida. Mas como é que nós criamos novos hábitos?

O hábito é formado por três componentes diferentes:

  1. Gatilho: um estímulo que diz ao nosso cérebro que ele pode relaxar, entrar no modo automático e escolher qual o hábito mais adequado, naquela determinada situação.
  2. Rotina: é uma sequência de atividades que podem ser físicas, emocionais ou intelectuais.
  3. Recompensa: é o que vai ajudar o nosso cérebro a perceber se esta sequência vale a pena ser repetida no futuro.

Além destas três componentes, para criarmos um hábito, precisamos de uma coisa muito importante: a EXPETATIVA! Tem de desejar muito aquele recompensa, a ponto de decidir realizar tal rotina, quando o gatilho é desencadeado.

Por exemplo: perder peso. Para isso precisa de seguir o plano alimentar que a nutricionista lhe deu, mas não está a conseguir. Sem dúvida que é um hábito positivo: comer de forma mais saudável (quer seja, ou não, para perder peso). Mas como é que eu crio isto? Como é que crio este hábito? Primeiro eu tenho de procurar algum tipo de recompensa que eu desejo muito. Por exemplo: ficar com um corpo de sonho; ter mais saúde; ter mais energia; conseguir correr até ao autocarro sem me cansar, etc. E o gatilho? Pode ser o que quiser. Por exemplo, andar com o plano que a nutricionista lhe passou sempre consigo e, desse modo, não há motivo nenhum para que se esqueça de comer de forma mais saudável.

Até aqui tudo bem. Então e quando tem hábitos antigos, já tão “enraizados”… Como os pode mudar? Por exemplo, está habituada a comer sempre 5 bolachas com chocolate depois de jantar. Como mudar isso?

Primeiro que tudo é importante perceber isto: em vez de tentar eliminar esse hábito, num ápice, vamos tentar modificá-lo. E, por esse motivo, manterá o gatilho, a recompensa, mas irá mudar a rotina. E a primeira pergunta que deve fazer a si próprio é: Qual é o resultado que deseja adquirir com este hábito? Quer matar a fome? Compensar alguma emoção? E será que não há mais nenhuma rotina que me trará os resultados adquiridos com este hábito?

É preciso ter uma crença. A crença de que vai conseguir. Porque se não acreditar em si próprio e no poder que tem para conseguir modificar o hábito. E depois é importante criar outras rotinas e ver o que daí advém. Vá experimentado outros tipos de atividades (por exemplo, em vez de comer 5 bolachas de chocolate, liga para um amigo). Isso reconfortou-o? Acha que isso pode virar um novo hábito? Experimente por tentativa e erro o que é ideal para si. Além disso, também é importante a ajuda de um psicólogo, para o ajudar a modificar hábitos e, sobretudo, pensamentos (que falaremos num próximo capítulo).

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