Olá Primavera!

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Olá Primavera! Finalmente chegaste… Já não conseguia aguentar muito mais tempo sem ti… Agora sim, parece que as coisas vão correr melhor. Só porque tu trazes bom tempo, um solinho quentinho e umas flores magníficas? Sim, quiçá, seja só por isso. Quiçá não… Porque, além de todas estas coisas boas que trazes, penso que me irás trazer o mais importante: saúde. E como é que tu, Primavera, me podes trazer saúde? De uma forma muito simples – porque vou cuidar de mim.

Precisava que chegasses, principalmente, com tudo aquilo que de bom trazes, para pensar um bocadinho mais em mim. Precisava que chegasses, para me olhar ao espelho e perceber que preciso de mudar (apesar de já o ter compreendido há algum tempo). Precisava que chegasses para que, com toda a tua alegria e iluminação, me fizesses dar o meu primeiro passo.

E hoje mesmo começarei a mudar. A mudar, não por ti, mas por mim… Por todos aqueles que gosto e que gostam de mim… Por todos aqueles que acreditam em mim e me querem ver bem e feliz! E penso que a felicidade poderá ser alcançada com a mudança que pretendo fazer; com a mudança que, indiscutivelmente, me irá deixar mais bonita, mais cuidada, mais especial e, no fundo, mais eu. Tenho de descobrir onde anda esse meu “eu” mais antigo. Aquele que me fazia rir até largas horas, aquele que se olhava ao espelho e dizia “és linda”, aquele “eu” que, por uma razão ou por outra, se foi perdendo, ao longo dos tempos.

Agora é tempo de mudar e de o encontrar, novamente. Até penso que não se foi embora; só deve estar guardado num sítio que, sozinha, não consigo encontrar. E, por isso, vou pedir ajuda. Não tenho vergonha disso, pelo contrário, orgulho-me de o conseguir fazer e, principalmente, de dizer para mim (e para os outros, claro), que não consigo sozinha; que, certamente, será mais fácil com ajuda.

Primavera, hoje decidi que, ao querer mudar, cuidar mais de mim, ter mais saúde e sentir-me mais bonita, deixo uma parte da minha vida de lado. Essa parte tem um nome que, eu pessoalmente, não gosto muito, mas terei de o dizer: obesidade. A minha obesidade. Foi-se instalando e foi ficando. Eu deixei, assumo isso. Eu nada fiz para que ela fosse embora. Mas hoje vou fazer e, o primeiro passo, é ir procurar ajuda.

Primavera agradeço-te por teres chegado, por teres trazido contigo o Sol (espero eu) e por me teres feito aquele click de que tantos falam. Aquele click que me deu ou irá dar a motivação para não ir mais para a praia e sentir-me triste. Em vez de apanhar sol, tentava-me esconder debaixo do chapéu, com vergonha. Em vez de ir dar mergulhos ao mar, tomava depois um banho em casa, com vergonha. Vergonha dos olhares, dos risos mas, sobretudo, vergonha de mim. Vergonha de ter chegado onde cheguei. Vergonha de não ter feito nada para mudar! Hoje essa vergonha começará, certamente, a ficar mais fraca, assim como a obesidade. E, daqui a uns meses Primavera, irei agradecer-te, sem dúvida. E, daqui a uns meses, quando chegar o teu amigo Verão, irei escrever-lhe. Para lhe dizer que venha à vontade, que traga sol, calor e alegria. E, pela primeira vez, vou-lhe dizer que irei aproveitar, da melhor forma, tudo o que ele tiver para me oferecer. Sem vergonha, complexos, auto estima em baixo ou sentimentos de culpa. Quando lhe escrever, vou-me sentir a pessoa mais feliz do mundo, sem obesidade! Porque acho, na verdade, que ela me tira tudo o que de melhor tenho e tudo o que de melhor posso aproveitar.

Obrigada Primavera! Até já Verão…

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