Obesidade infantil… Ela também existe!

bolos

Quando falamos em obesidade temos de pensar, indiscutivelmente, nas crianças e nos adolescentes. Os números que existem são alarmantes e a prevenção desta doença é fulcral. Em Portugal, uma em cada três crianças tem excesso de peso ou obesidade, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde). Isto acontece devido à grande ingestão de calorias (pouco ou nada controladas pelos pais) e/ou ao grande sedentarismo, por parte destas crianças. Ora, algo deve e tem de ser feito. A primeira abordagem terá como foco a prevenção desta doença. O que é que se pode fazer para que isto não aconteça? Quais são as medidas que eu, como pai ou mãe, devo tomar? Como é que devemos explicar às crianças o que é isto de obesidade e de não se poder comer doces todos os dias? É um assunto delicado mas, mais delicado ainda, são as consequências que daí advêm.

“Eu sei que o meu filho tem peso a mais, mas não é nada do outro mundo; até fico contente por ele estar sempre a comer, é sinal que é saudável. Além de que ele fica tão contente quando come algo de que gosta”. É nisto que está a pensar? Vamos pensar, juntos, de outra forma. Claro que é saudável o seu filho comer adequadamente, mas não em excesso. Claro que um pai ou uma mãe gostam de ver o seu filho feliz e fazem tudo para que isso se concretize. No entanto, não acha que ele será mais feliz com um peso adequado à sua idade? Não será mais feliz a brincar com os seus amigos e a não sofrer nenhum tipo de discriminação, por ter peso a mais? Não será mais feliz sem nenhum problema de saúde, oriundo da obesidade? Temos de pensar em todas as consequências, sejam físicas ou emocionais. A comida em excesso não é fonte de prazer emocional; não nos deixemos enganar. Não deixe o seu filho enganar-se. Leve-o a um nutricionista e a um psicólogo para que, juntos, deixem o seu filho em plena felicidade, comendo adequadamente.

E não se esqueça que isto não tem de ser encarado como algo negativo; pelo contrário. Pode, por exemplo, começar a cozinhar com o seu filho e a explicar-lhe quais os alimentos “bons” e os “maus”. Ou pode ir brincar com ele, para um jardim perto de casa ou para a praia: joguem à bola, corram ou levem o cão a passear; é uma forma de fazerem actividade física. O seu filho vai agradecer-lhe.

Mafalda Leitão

Psicóloga na Clínica Em Forma. Com trabalho clínico e publicado na área da psicologia positiva, emagrecimento através da mente, depressão e ansiedade. Trabalho científico publicado na área da obesidade e perda de peso bem sucedida e menopausa.

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