O meu filho entrou na adolescência… E agora?

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Deixamos-lhe um artigo da Drª Mafalda Leitão, psicóloga nas Clínicas EM FORMA, sobre a fase da adolescência. Este artigo está disponível no Sapo Lifestyle.
“É difícil ser-se mãe ou pai! Infelizmente (ou felizmente) não há um manual que ensine como ser o melhor pai/mãe do mundo e como agir em cada situação que apareça. E, por vezes, sentimo-nos sem saber o que fazer, pois parece que tudo o que faz está mal feito.
Mas é importante perceber que todos os nossos atos têm consequências, positivas ou negativas e não existe uma educação perfeita. Tanto pais como crianças aprendem, com erros, experiências negativas ou acontecimentos incontroláveis.A adolescência é uma fase em que isso é mais visível, principalmente, porque há um “desespero” profundo, por parte dos pais, em saber lidar com os filhos. Importa aqui referir que a adolescência é, efetivamente, uma fase difícil, caracterizada por momentos de definições de identidade sexual, profissional e de valores.

Constantemente, é uma fase sujeita a muitas crises e, muitas vezes, tratadas como patológicas. Ou seja, efetivamente há que saber que o seu filho vai passar por crises durante a adolescência e que isso é normal. É normal ele hoje estar super bem disposto e feliz e daqui a 1 hora estar desesperado, a chorar compulsivamente e a não querer nem olhar para si. Isso é normal.

Isso é uma crise de identidade, onde as emoções estão ao rubro e só existe o preto e o branco. O cinzento, nestes casos, é visto com muita dificuldade. Agora, também temos de perceber até quando é que isto é normal e não patológico. Se os sintomas forem repetidos e constantes, associados a mais algumas características, aí convém procurar um psicólogo.

São transformações essenciais ao indivíduo e nós, como pais, temos de estar atentos mas, ao mesmo tempo, compreender e estar sempre lá para tudo o que os filhos precisem.

Parece-me que essa é a maior ajuda que os pais podem dar! Ter tempo e disponibilidade emocional (também) para os filhos. Ouvirem os seus problemas, angústias e tristezas e compreende-los. Falarem com eles, dizerem que é normal e adaptativo esta confusão de sentimentos, emoções e transformações (tanto físicas como psicológicas). É um período em que, normalmente, as crianças querem estar fechadas no quarto, sozinhas, estar apenas com os amigos e, por vezes, esquecem-se da família. É normal! O grupo de amigos, nesta etapa da vida, ganha uma importância extrema. Mas, os adolescentes também precisam dos pais e da família, claramente. Talvez possa mesmo ser a fase em que mais precisam.

Uma coisa que tem de ter em atenção: colocar regras. Os adolescentes, assim como as crianças, precisam de regras. Regras essas que devem estar bem claras e definidas. Se isso é ser autoritário demais? Não, não é. É simplesmente ser democrático e saber educar de forma assertiva e compreensiva. É isso que, a meu ver, é essencial.

Educar com regras e com muito amor! Explicar as coisas ao seu filho. Não tem de lhe esconder tudo, porque eles sabem sempre! Mais vale aprenderem consigo e dizerem “foi a minha mãe ou o meu pai que me ensinou”. Há momentos que o podem levar ao desespero, é normal! Mas encare a adolescência como apenas mais uma fase (difícil) em que as coisas boas também chegam e os momentos únicos são constantes.”

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