Emagreça a pão e água – 1ª Parte

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Calma, não se assuste!

Não vamos recomendar que para emagrecer tenha de ficar fechada(o) numa masmorra a pão e água, como se fazia na idade média para “tratar”os doentes diabéticos.

Não, nada disso; aqui, só queremos relacionar o emagrecimento com dois nutrientes tão importantes e estruturantes da alimentação, o PÃO e a ÁGUA.

Comecemos pela água. Geralmente, achamos que água é água e que o importante é beber 1,5 litro por dia seja ela da torneira, do garrafão da empresa ou de uma marca engarrafada qualquer.

Nada de mais errado.

Sendo o nosso organismo maioritariamente composto por água, convém dar-lhe alguma atenção, convém que a água que ingerimos tenha características bacteriológicas e físico-químicas de modo a que seja um elemento positivo no organismo e que desempenhe um papel ativo na conservação da saúde e no combate à doença, quando esta se instalar.

Bacteriologicamente falando, há que dizer que no nosso país, todas as águas ditas potáveis são de bastante boa qualidade.

Já quando falamos do ponto de vista físico-químico, não podemos dizer o mesmo, havendo aqui alguns reparos a fazer e conselhos a dar.

Comecemos pelo Ph. É hoje sabido que o Ph dos alimentos e nutrientes que ingerimos é muito importante, nomeadamente, quanto a envelhecimento prematuro de órgãos e tecidos, ao aparecimento de doenças oncológicas, inflamatórias, reumáticas e outras. No fundo, o Ph é fundamental para o equilíbrio orgânico e o bom funcionamento de todos os órgãos e tecidos.

O nosso sangue tem um Ph de aproximadamente 7,45, e o organismo faz por vezes grandes esforços para que ele seja estável, mesmo muito estável.

Pela poluição, pelos agroquímicos, pela alimentação que fazemos e também por processos metabólicos que se dão no nosso organismo, há uma tendência a que o nosso meio interno tenda para a acidez, o que obriga a um grande esforço e desgaste do nosso organismo para compensar e, na medida do possível, anular essa acidez.

Então e o que têm a água a ver com isto?

TUDO!

Porque se bebemos água com Ph ácido vamos agravar o problema, sendo deste modo a água mais um elemento acidificante em cima de todos os outros, como a poluição, o stress, a alimentação típica dos tempos em que vivemos e processos metabólicos. Se o fizermos, é natural que sejamos acometidos de cansaço inexplicável, por um desgaste orgânico mais acentuado e não desejável e pelo surgimento de doenças, nomeadamente inflamatória, alérgica, reumatológica, intestinal, oncológica e outras.

Atenção que muita da água que bebemos, nomeadamente águas engarrafadas e algumas de marcas famosas, tem um Ph ácido.

Então para contrariar toda esta acidez de que temos vindo a falar, podemos usar a água como um aliado, bebendo água alcalina, ou seja água cujo Ph é superior a 7.

Deste modo, estamos a dar melhores condições de funcionamento ao organismo, estamos a compensar a acidez “ingerida” de outras fontes (alimentação, poluição e stress) e permitimos que o organismo funcione melhor, com menor esforço e menor desgaste de energia celular.

Eliminamos ou reduzimos processos inflamatórios, melhoramos a sintomatologia da doença reumática, inflamatória e alérgica, dando melhor condições ao organismo para aproveitar a energia celular (que assim não é gasta em processos de oxidação), reduzimos os famosos radicais livres, travamos o desgaste prematuro de órgãos e tecidos; sendo as condições orgânicas de funcionamento bioquimicamente muito melhores em prol de uma boa saúde e, deste modo, evitamos a doença e combatemo-la, quando é caso disso.

Muitos outros fatores, nomeadamente a pureza e condutibilidade da água poderiam ser para aqui trazidos, mas devido à importância do Ph da água que bebemos e dos processos oxidativos no nosso organismo, ficamos por aqui, destacando e sublinhando a importância do Ph da água que bebemos.

Então e a água da torneira?

A água da torneira é bacteriologicamente boa. Diria mesmo que, na maioria dos distritos portugueses, muito boa. E o seu Ph ronda geralmente os 7, ou seja, nem é ácida nem alcalina, é tendencialmente neutra.

Não sendo tão má como algumas águas famosas engarrafadas, que têm Ph ácido, também não são suficientemente alcalinas para ajudar o organismo no combate à acidez.

Depois, há que pensar nas características da água e na sua composição química quando nos saí na torneira. A água da torneira é, muitas vezes, captada em locais algo poluídos e, posteriormente, encaminhada até nossa casa por tubos e tubagens que, quiçá, deixam algo a desejar; e é fortemente tratada com químicos, nomeadamente, com o cloro.

Uma água com estas características não é certamente a melhor para beber e hidratar o nosso organismo mas, diga-se em abono da verdade, que também não é a pior.

E os filtros?

Os famosos filtros são um Mundo em si mesmo. Há os que são bons, os que são assim-assim e os que não são aconselháveis, e isto nada tem a ver com o preço dos mesmos. Há filtros baratos bons, como também há filtros caros maus; e o inverso também é verdade.

Na nossa Clínica, estamos a pensar fazer um estudo exaustivo comparativo de várias águas, desde engarrafadas de várias marcas, a água da torneira e a águas filtradas de que vos daremos conta, em momento futuro. Este estudo pretende apenas ser uma ferramenta para podermos dar a nossa opinião e não mais do que isso, sobre que águas são melhores para a saúde, porque consideramos a água um elemento estruturante da nossa saúde.

A nossa opinião é clara. Beba água e hidrate-se! Tente beber 1,5 de água por dia, nunca esquecendo da escolha sobre a água que bebe. Se tem problemas de saúde, informe-se com um profissional de saúde que saiba deste tema e escolha a ou as águas mais adequadas para o seu caso. Se não tem problemas de saúde e não quer vir a ter, beba águas alcalinas – talvez não precise de ser toda a água que bebe, mas tente sempre que possível optar por águas alcalinas.

E para emagrecer esta é uma dica muito importante, de tal modo que entre algumas figuras públicas uma água de Ph 9,5 é apelidada da água para emagrecer.

Se tem retenções, se sofre de dores de pernas, se quer perder peso, opte claramente por águas alcalinas, concomitantemente com outras medidas que deve optar.

Cada caso é um caso e deve ser estudado como tal mas, para todos os casos, é importante que o nosso meio esteja bem, para que os nossos órgãos e tecidos funcionem bem.


E sobre o Pão? Propositadamente ainda não falámos neste artigo, tal a relevância que queremos dar à água, mas em breve vamos publicar a segunda parte deste artigo, dedicada ao pão, esse alimento tão presente na nossa alimentação e indispensável para muita gente.

Vamos ensinar-lhe como emagrecer comendo pão mas, por hoje, apenas lhe deixamos uma frase provocatória para ir pensando – Pão, alimento ou veneno?

Ana Filipa Baião

Nutricionista na Clínica Em Forma. Com trabalho clínico desenvolvido e publicado na área do emagrecimento, doença oncológica, doença celíaca e imunidade.

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